Novo BYD Dolphin SE acaba com a razão de existir do Dolphin GS? Veja comparação

Novo BYD Dolphin SE acaba com a razão de existir do Dolphin GS? Veja comparação

Por R$ 159.990, o BYD Dolphin SE herda motor do Yuan Pro e itens da versão Plus para se tornar a compra mais lógica da linha Dolphin

Motor mais potente (177 cv) e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1s. Suspensão traseira independente multilink, melhorando a dinâmica e o conforto. Cabine reformulada com acabamento preto, bancos mais confortáveis e carregador sem fio. Pacote de segurança de nível 2 com assistências semiautônomas. Preço competitivo que redefine a linha Dolphin no mercado brasileiro.

Motor mais potente (177 cv) e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1s.

Suspensão traseira independente multilink, melhorando a dinâmica e o conforto.

Cabine reformulada com acabamento preto, bancos mais confortáveis e carregador sem fio.

Pacote de segurança de nível 2 com assistências semiautônomas.

Preço competitivo que redefine a linha Dolphin no mercado brasileiro.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O novo BYD Dolphin SE chegou ao mercado brasileiro por R$ 159.990 para provar que a evolução tem seu preço, mas ele pode ser facilmente justificável. Cobrando R$ 10.000 a mais em relação ao Dolphin GS, lançado em 2023, o lançamento herda o motor mais potente do Yuan Pro, adota a suspensão mais sofisticada do Dolphin Plus e reestiliza a dianteira e a cabine.

A mudança, na prática, esvazia o sentido de compra da versão de entrada e isola o modelo topo de linha: hoje o Dolphin Plus custa R$ 184.800 e vende muito pouco.

O mercado mudou de figura desde que a primeira geração do hatch elétrico popularizou o segmento há quase três anos. Se antes a configuração de 95 cv desfrutava de uma liderança folgada, o atual cenário exige argumentos mais sólidos diante do sucesso do irmão Dolphin Mini (com 75 cv) e das investidas de rivais como GWM Ora 03 , MG 4 Urban e Geely EX2 Max.

A fabricante garante que o GS de R$ 149.990 e a esquecida variante Plus não sairão de linha, mas a diferença estreita de preços esvazia os motivos para ignorar a nova opção nas concessionárias.

Desempenho e dinâmica superiores

A virada do hatch acontece sob o capô, que agora abriga o mesmo conjunto elétrico do SUV compacto da marca. O Dolphin SE tem 177 cv e 29,6 kgfm de torque (um ganho de 82 cv e 11,3 kgfm ante a versão GS). Esse fôlego extra muda o comportamento do veículo, que cumpre a prova de aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1 s (uma grande melhora frente aos 12,3 s do Dolphin GS).

Para lidar com a força extra, a estrutura base passa a ser a mesma do Dolphin Plus, o que inclui a suspensão traseira independente do tipo multilink no lugar do antigo eixo de torção. O acerto dinâmico resolve a oscilação longitudinal crônica que marcava a versão de entrada. O rodar transmite maior solidez no asfalto irregular, ainda que batidas secas em distensões rápidas possam ocorrer.

Teste de desempenho

A calibração da direção elétrica ficou mais rápida nas respostas, exigindo menor esterço do volante nas curvas. Por outro lado, a sensibilidade está ainda mais artificial, e o peso emulado pelo modo de condução esportivo não compensa a falta de comunicação com o piso.

Visual alongado e cabine reformulada

Por fora, a adoção de uma dianteira alongada para proteção de pedestres fez o carro crescer. São 4,28 m de comprimento (um ganho de 15,5 cm). Os faróis estão menores, enquanto a traseira exibe lanternas com base ondulada e um novo para-choque. As demais medidas, como a largura de 1,77 m, a altura de 1,57 m e o entre-eixos de 2,70 m, permanecem inalteradas, assim como o porta-malas de 250 litros com estepe temporário.

Apesar da frente mais longa sugerir novas soluções de engenharia, a fabricante abriu mão de utilizar o espaço vazio sob o capô para criar um compartimento de carga auxiliar, recurso que tem se tornado praxe na concorrência.

A traseira acompanhou o movimento ao incorporar lanternas com base sutilmente ondulada e um para-choque traseiro reposicionado, que passa a integrar lentes refletivas horizontais mais nítidas.

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O interior abandonou as antigas texturas bicolores em favor de um acabamento predominantemente preto, com os bancos dianteiros ganhando espumas de maior densidade e ajustes elétricos para o motorista. Isso, inclusive, é recorrente nos últimos lançamentos da BYD. A marca chinesa está amadurecendo o estilo interno dos seus carros.

Ainda no painel, prateleira central sumiu e o seletor de marchas migrou para a coluna de direção. Isso abriu espaço no console para um carregador sem fio de 50 W e porta-copos que finalmente podem ser usados em par.

A central multimídia de 12,8 polegadas perdeu a capacidade de girar, uma concessão indolor frente ao ganho prático do novo quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas, que passa a exibir os mapas do Google, ainda que a espelhamento via Android Auto apresente limitações nessa função específica. A interface digital das telas evoluiu bastante, facilitando a operação do entretenimento e do ar-condicionado durante a condução do carro.

Eficiência, recarga e pacote de segurança

A ergonomia passou por uma revisão sensível com a substituição completa dos assentos dianteiros. O motorista agora conta com ajustes elétricos, e ambos os bancos ganharam espumas de maior densidade e encostos de cabeça separados, o que corrige a falta de sustentação lateral nas curvas observada na geração anterior. O volante adotou teclas de atalho configuráveis, mas as opções de personalização ainda são tímidas e limitam-se ao controle de mídia e destino do GPS.

No quesito segurança, a lista de equipamentos preenche as lacunas da versão de entrada ao incorporar recursos de assistência semiautônoma. O pacote de nível 2 oferece controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, monitoramento de tráfego cruzado, detecção de ponto cego e frenagem de emergência.

Na prática, o modelo absorveu praticamente toda a tecnologia de proteção da versão topo de linha, deixando para trás apenas o teto solar panorâmico. Além disso, o Dolphin SE tem ar-condicionado de uma zona (só o Plus tem duas zonas) com inéditas saídas de ventilação para o banco traseiro, que nenhum outro Dolphin tem.

A bateria de fosfato de ferro-lítio Blade cresceu de maneira tímida, passando de 44,9 para 45,1 kWh, mas a potência máxima de recarga saltou de 65 para 80 kW em carregadores rápidos. A autonomia homologada no Inmetro é de 272 km (uma redução de 19 km em relação ao GS).

O consumo urbano caiu de 8,4 km/kWh para bons 7,5 km/kWh, enquanto o uso rodoviário oscilou discretamente de 7,5 para 7,2 km/kWh. Há mais exigência de energia, mas nem sempre é necessário usar os 177 cv e isso poupa energia.

Embora o preço de R$ 159.990 coloque o Dolphin SE na faixa de preço de SUVs compactos bem estabelecidos, o acréscimo cobrado pela nova versão muda a perspectiva de escolha do cliente dentro da própria rede da marca. Uma bateria ligeiramente maior reforçaria o apelo contra os recém-chegados europeus e chineses, mas a relação custo-benefício atual do projeto revisto compensa essa limitação.

A união de uma suspensão traseira refinada, arquitetura ampliada, melhorias na cabine e mais potência fazem do SE a escolha mais lógica da linha Dolphin. A não ser que as concessionárias trabalhem com bons descontos nas demais versões do hatch elétrico.

Ficha Técnica – BYD Dolphin SE

Motor: elétrico; diant., 177 cv, 29,6 kgfm Câmbio: aut., 1 marcha, tração dianteira Bateria: fosfato de ferro-lítio (LFP), 45,1 kWh; recarga máx., 6,6 kW (AC), 80 kW (DC) Direção: elétrica, 10,4 m (diâm. de giro) Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.) Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.) Pneus: 205/50 R17 Dimensões: compr., 428 cm; larg., 177 cm; alt., 157 cm; entre-eixos, 270 cm; porta-malas, 250 l; peso, 1.485 kg; vão livre do solo, 12 cm

Ficha técnica – BYD Dolphin GS

Motor: elétrico, dianteiro, 95 cv, 18,4 kgfm Câmbio: aut., 1 marcha, tração dianteira Bateria: fosfato de ferro-lítio (LFP) , 44,5 kWh, 356 km de autonomia ; recarga máx., 6,6 kW (AC), 60 kW (DC) Direção: elétrica, 10,4 m (diâm. de giro) Suspensão: McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira) Freios : disco vent. (diant.), disco sólido (tras.) Pneus: 195/60 R16 Dimensões: comprimento 412,5 cm; largura, 177 cm; altura, 157 cm; entre-eixos, 270 cm; peso, 1.405 kg; porta-malas, 250 litros, vão livre do solo, 12 cm

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