
Vendido prioritariamente como carro de trabalho, o Mobi mudou desde seu lançamento, há dez anos, mas não o suficiente diante do mercado
Governo Federal aprova aumento do etanol na gasolina Governo Federal aprova aumento do etanol na gasolina A evolução do Mobi: da porta de vidro ao motor Firefly mais econômico. Posição no mercado: líder entre frotistas, mas perdendo espaço no varejo. Novidades internas: painel atualizado e central multimídia de 7 polegadas. Desempenho e consumo: como o novo motor de três cilindros se comporta. Preço e custo-benefício para diferentes perfis de comprador.
Governo Federal aprova aumento do etanol na gasolina
Governo Federal aprova aumento do etanol na gasolina
A evolução do Mobi: da porta de vidro ao motor Firefly mais econômico.
Posição no mercado: líder entre frotistas, mas perdendo espaço no varejo.
Novidades internas: painel atualizado e central multimídia de 7 polegadas.
Desempenho e consumo: como o novo motor de três cilindros se comporta.
Preço e custo-benefício para diferentes perfis de comprador.
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O ano começou com uma tendência na internet, ou “trend”, como se diz, em inglês, como tudo o que se refere à web. O lema é: “2026 é o novo 2016”, e está associado à nostalgia de uma década. Lançado em 2016, o Fiat Mobi se insere nesse contexto. O subcompacto chegou às lojas, no mês de abril, com preços a partir de R$ 31.900 em seis versões, para concorrer com o VW Up !.
Referência em segurança , o Up! tinha a porta traseira em aço, embora na Europa houvesse um porta com acabamento em vidro (mais cara de ser produzida aqui). E a Fiat não pensou duas vezes: instalou uma porta de vidro, simples, deixando a função de segurança para as outras partes do carro – para-choque, piso, colunas. O Up! saiu de linha em abril de 2021 e o Mobi segue com sua porta de vidro e as muitas outras coisas de seu projeto .
O mercado mudou, o Mobi hoje é apresentado em duas versões, Like (R$ 82.560) e Trekking (R$ 84.990), mostrada aqui, e o principal concorrente é o Renault Kwid, lançado em 2017. No ano passado, o Fiat foi o oitavo modelo mais emplacado do ano, com 73.011 carros vendidos. Neste ano, porém, já caiu para a décima posição do ranking de vendas – foi ultrapassado pelo BYD Dolphin Mini.
Agora, após dez anos de seu lançamento, o Fiat Mobi não está exatamente no gosto dos brasileiros, porque quase a totalidade de suas vendas em 2025, mais precisamente 69.835 unidades (ou 95,6%), foram pelo canal de venda direta, ou seja, para empresas, frotistas, e apenas 3.176 unidades saíram pelo varejo. O que mostra que esse produto, para quem vai comprar um carro na concessionária, já não é tão atrativo.
Equipamentos opcionais
Apesar de parecer igual, ao longo dos anos a frente passou por alterações. O para-choque e a grade dianteira tiveram leves mudanças. Os faróis halógenos permanecem. Mais abaixo está a luz de neblina, que é opcional e faz parte do Pack Essential (R$ 990). O kit engloba também cintos de segurança dianteiros com regulagem de altura, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa do tanque de combustível, retrovisores externos elétricos com função Tilt Down (rebatimento automático do retrovisor direito ao acionar a ré) e repetidores de seta nos retrovisores, além de revestimento parcial do porta-malas.
O visual da versão Trekking também conta com adesivos no capô, nas laterais e no porta-malas, além de barras de teto. O que concede a ele um sabor aventureiro, isso somado a sua altura em relação ao solo de 189 mm – o Pulse, que é um SUV, tem 188 mm. Nas laterais, o carro da avaliação foi equipado com rodas de liga leve aro 14 com desenho em preto e pneus 175/65, presentes no pacote Pack Top (R$ 2.000). Esse opcional também inclui sensores de estacionamento. Na traseira, nada mudou: segue o mesmo desenho. O porta-malas de 200 litros é pequeno, mas atende a proposta do carro.
Painel igual ao da Strada
Por dentro, o banco de trás oferece um espaço apertado. Quem tem mais de 1,80 metro pode sofrer um pouco e até bater a cabeça no teto quando o carro passar por algum buraco. O material das portas é um plástico rústico com leves desenhos e a janela tem abertura à manivela – como na maioria dos modelos de entrada de 2016. Há um porta-copos, como algo diferente na parte de trás.
A dianteira da cabine é o local que concentra a maioria das novidades que chegaram na linha 2026. O carro ganhou um novo painel, o mesmo presente na Strada e Fiorino. Essa atualização também mudou o quadro de instrumentos (agora, analógico com uma tela digital no centro) e o volante multifuncional de três raios, que é o mesmo de Argos e Cronos. Há comandos de voz e botões para troca de música e estação de rádio no volante, que é elétrico e conta com regulagem de altura.
A tela multimídia de 7” tem Android Auto e Apple CarPlay com conexão sem fio. E aqui uma surpresa: a central multimídia é muito boa, continua funcionando mesmo em locais sem internet, conecta fácil e não apresenta interrupções. Merecia uma tela maior. O som cumpre bem seu papel. Outro ponto positivo são os comandos por botões, seja para o volume do som ou para o ar-condicionado, eles estão bem posicionados e fáceis de manusear, mesmo durante a condução. O porta-objetos no painel auxilia muito e há apenas uma entrada USB do tipo A.
Destaque também para o porta-óculos acima da cabeça e um espelhinho extra que ajuda a observar as crianças no banco de trás. Para quem senta à frente, os vidros são elétricos e há travas elétricas para todas as portas. Os bancos, apesar de apresentarem uma espessura muito fina, não chegam a ser desconfortáveis, em viagens curtas e há ajuste de altura para o motorista.
Troca de Mo tor
Em janeiro de 2025, o motor Fire de quatro cilindros foi trocado por outro conhecido dos brasileiros, o Firefly 1.0 de três cilindros, da antiga versão Mobi Drive 1.0, descontinuada em 2020. Com a mudança, o Fiat Mobi ficou ligeiramente mais esperto e econômico. Agora, ele desenvolve 75 cv com etanol e 71 cv de potência com gasolina. São 10,7 kgfm de torque com etanol e 10 kgfm com gasolina – antes, ele fazia 71 cv e 9,3 kgfm a gasolina e 74 cv e 9,7 kgfm com etanol. O conjunto está associado ao câmbio manual de cinco marchas.
No trânsito ou na estrada, ele é bem lento e, em nossa pista de testes, fez de 0 a 100 km/h em 15,5 segundos, com gasolina. Esse desempenho é melhor que o conseguido com o motor Fire, nessa prova: 18,3 segundos. Se perde em velocidade, ganha em economia. Desta vez, o Mobi fez 14,1 km/l, na cidade, e 16,6 km/l, na estrada. Enquanto o antigo conseguiu 12,2 km/l e 15 km/l, respectivamente. O Kwid, com 71/68 cv, 10/9,4 kgfm (etanol/gasolina), obteve 14,2 e 16,7 km/l (cidade/estrada).
Em 2016, os carros de entrada não precisavam ter tanta tecnologia como hoje em dia. Mas, seguir as trends da internet hoje, exige uma certa abnegação por parte do motorista.
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O acabamento tem plástico rígido nas portas, e o painel é onde estão os melhores materiais. As peças são bem confeccionadas, mas a montagem peca nos encaixes.
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O quadro de instrumentos é confuso para configurar de início. A estrela do Mobi é sua central multimídia, que, apesar de pequena (7”), funciona muito bem. Os sensores de estacionamento são opcionais.
★ ★☆
VIDA A BORDO Os bancos dianteiros são bem finos, mas não chegam a ser totalmente desconfortáveis. Há saídas de ar apenas na frente. Atrás, o espaço é apertado.
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As acelerações são lentas e o motor chora em ladeiras íngremes. Mas o fraco desempenho é compensado pela economia de combustível, pincipalmente na estrada.
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O Mobi é fácil de manobrar. Tem direção direta e suspensão firme. Por ser compacto e leve, fica mais suscetível a ventos laterais, mas não chega a ser inseguro.
★★ ★☆
Como era de esperar, nessa faixa de preço, o Mobi traz apenas os itens obrigatórios: ABS e duplo airbag frontal.
O preço é o principal atrativo. O que faz dele um campeão entre frotistas. A versão básica Like custa R$ 82.560 e a Trekking, R$ 84.990.
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Ficha Técnica – Fiat Mobi Trekking
Motor: flex, dianteiro, 3 cil., aspirado, 6V, 999 cm³, 71/75 cv (gasolina/etanol) a 6.000 rpm, 10/10,7 kgfm a 3.200 rpm Câmbio: manual, 5 marchas, tração diant. Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco com pinça flutuante (diant.), tambor (tras.) Pneus: 175/65 R14 Dimensões: compr., 359,6 cm; larg., 166,6 cm; alt., 155,2 cm; entre-eixos, 230,4 cm; porta-malas, 200 litros; peso, 969 kg; vão livre do solo, 189 mm; tanque de combustível, 44 litros
Teste Quatro Rodas – Fiat Mobi Trekking
Condições de teste: alt. 660 m; temp., 25 °C; umid. relat., 82%; press., 756 mmHg. Realizado no ZF Campo de Provas.
*Dado de fábrica.
Assistência ao motorista
Sensor de estacionamento (op.)
A: 144 cm (diant.) / 138 cm (tras.) B: 95 cm (diant.) /92 cm (tras.) C: 98 cm (diant.) / 80 cm (tras.)
Quatro Rodas no YouTube