Teste: Omoda 7 é SUV híbrido ‘diferentão’ com mais personalidade que BYD e GWM

Teste: Omoda 7 é SUV híbrido ‘diferentão’ com mais personalidade que BYD e GWM

Desenho fora do comum é um dos chamarizes do híbrido, que acelera com vigor de SUV pequeno e tem espaço de SUV grande

Design diferenciado que rompe com a monotonia dos SUVs chineses. Interior tecnológico com tela multimídia deslizante de 15,6 polegadas. Motorização híbrida plug-in de 279 cv, garantindo agilidade surpreendente. Amplo pacote de segurança e conforto, incluindo 8 airbags e teto solar panorâmico. Suspensão equilibrada para conforto e dirigibilidade ao gosto brasileiro.

Design diferenciado que rompe com a monotonia dos SUVs chineses.

Interior tecnológico com tela multimídia deslizante de 15,6 polegadas.

Motorização híbrida plug-in de 279 cv, garantindo agilidade surpreendente.

Amplo pacote de segurança e conforto, incluindo 8 airbags e teto solar panorâmico.

Suspensão equilibrada para conforto e dirigibilidade ao gosto brasileiro.

Este resumo foi útil? 👍 👎 Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Personalidade tem estado em falta entre os SUVs chineses, que repetem exaustivamente uma fórmula genérica de design. A missão da Omoda, no entanto, é fugir do óbvio e o faz principalmente com o Omoda 7, carro mais caro da marca no Brasil e que disputa clientes com GWM Haval H6 e BYD Song Plus. Seu principal argumento está no visual marcante – mas ele vai muito além das aparências.

Disponível em duas versões, o Omoda 7 parte de R$ 254.990 na configuração de entrada, Luxury. Testamos a mais cara, Prestige, que sai por R$ 279.990 e adiciona itens de conforto e visual.

Não há outra forma de iniciar um teste do modelo se não pelo design, que remete a algo como soldados medievais chineses, com os olhos (ou faróis) puxados, e a grade em um formato que lembra o do capacete utilizado por eles. Ou, em outro ponto de vista, os faróis se parecem com espadas afiadas.

Fazendo sentido ou não, o mais importante é que, além do bom resultado, eles não sucumbem à tendência chinesa de uma aparência mais limpa e/ou marcada por uma faixa de led inteiriça. Ou até a faróis convencionais, sem muita inspiração. Ainda na dianteira, a grade inferior é composta por aletas verticais em preto brilhante e, a superior, tem elementos geométricos que parecem “rasgar” o para-choque.

De lado, o SUV também tem vincos bem marcados, além de um aplique estilizado na coluna C. Este aplique tem, além de uma janela espia, traços iluminados que mostram o nível da bateria e/ou o processo de recarga. As rodas também chamam a atenção e, na versão Prestige, são de 20 polegadas com pneus 235/45.

A traseira é tão chamativa quanto a dianteira. Um vinco que nasce nas portas atravessa toda a parte central da traseira, logo acima das lanternas, e remete ao Jaguar F-Pace. As lanternas, aliás, até têm as peças interligadas como é moda na indústria automotiva global, mas com um diferencial. A iluminação não é feita por uma faixa única, e sim por um desenho que se parece com raios – ou com um rabisco. Foge ao convencional.

O limpador do vidro traseiro fica escondido sob o aerofólio para não atrapalhar o desenho. Mas há um ponto de atenção: a tampa do porta-malas é baixa e rente ao para-choque, e fica exposta em casos de colisão.

Interior não empolga, mas faz um show

Se a parte externa do Omoda 7 é diferente do que se vê no segmento, o interior é genérico como o da maioria dos rivais chineses. Ou seja, é composto basicamente por um painel de elementos horizontais, duas telas em destaque e um console central alto, com um vão inferior.

Um diferencial está nas saídas de ar centrais, posicionadas no topo do painel, logo atrás da central multimídia. A posição prejudica a refrigeração da cabine, especialmente para quem gosta de vento direto, e só pode ser direcionada para os lados. Não há como regular a direção vertical do vento.

Cadastro efetuado com sucesso!

Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.

O nível de acabamento também segue a concorrência, mas isso é bom. Há materiais emborrachados em grande parte do painel e console, além áreas macias com revestimento sintético. Mesmo os apoios centrais para telefones (dos quais apenas um é um carregador por indução de 50W, com ventilação), são revestidos com algo como uma camurça para não arranhar os aparelhos.

O quadro de instrumentos tem 8,9 polegadas, embora pareça menor por seu formato bastante horizontal. Há boa qualidade de imagem e riqueza de informações. Já a central multimídia tem 15,6 polegadas, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e um bom sistema operacional visto em diversos outros modelos chineses.

Mas a tela central faz o seu show. Enquanto a BYD apostou em telas giratórias (que já estão sendo abandonadas pela marca), a Omoda quis que o Omoda 7 tivesse uma tela deslizante. Basta pressionar um botão ou arrastar três dedos na tela e ela se desloca para a frente do passageiro. Os mesmos métodos fazem com que a tela retorne para a posição central.

E o motorista?

O Omoda 7 segue com bom acabamento nos bancos, de material sintético. Todos os bancos (exceto o traseiro central) têm aquecimento e, os dois dianteiros, ganham ventilação. Os dianteiros também têm ajustes elétricos, além de função de memória para o do motorista.

Mas algo intriga: apenas o banco do passageiro dianteiro tem função de massagem. Não faz sentido para a proposta do Omoda 7 e, mais do que isso, o item normalmente é oferecido para o motorista ou, quando muito, para os dois bancos dianteiros. Apenas para o passageiro, é novidade.

A vida de quem viaja no SUV também melhora com o ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras, teto solar panorâmico, sistema de cancelamento de ruído ativo e iluminação ambiente. Ele também tem fragrâncias que podem ser exaladas junto ao ar-condicionado. São três opções, em diferentes níveis. Porém, testamos todos eles e nenhum passou perto de agradar.

Entre os equipamentos há ainda volante com aquecimento, retrovisores elétricos com rebatimento, aquecimento e memória, porta-malas com abertura elétrica, desembaçador automático do para-brisa, head-up display, sistema de som Sony de 12 alto-falantes e câmera 360° com função chassi transparente.

Na segurança, o Omoda 7 tem oito airbags, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, monitoramento de pressão dos pneus, ACC, frenagem automática de emergência, alertas de pontos cegos, alertas de tráfego cruzado traseiro, assistente de manutenção e saída involuntária de faixa, entre outros.

Também não falta espaço para viajar no SUV de 4,66 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos. Há bom espaço interno mesmo para pessoas de maior estatura, embora um ocupante central possa ser incomodado pelo console que abriga as saídas de ar. O porta-malas tem grandes 590 litros.

Anda como SUV pequeno

O Omoda 7 não é apenas grande (embora seja menor do que um Haval H6), ele também é pesado: são 1.855 kg declarados pela marca. Apesar disso, ele anda como SUVs compactos em suas versões mais potentes.

Híbrido plug-in, ele combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgm, a outro elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm. De acordo com a marca, são 279 cv e 37,2 kgfm combinados.

Essas credenciais foram suficientes para que o modelo acelerasse de 0 a 100 km/h em apenas 8,1 segundos, nos nossos testes. Número bom e condizente com a agilidade sentida no dia-a-dia, que nos faz esquecer do tamanho do Omoda 7. As acelerações e retomadas são rápidas e ele não transmite sensação de peso, embora a direção não tenha a leveza artificial aplicada por aí.

Para dar conta do motor elétrico, a bateria é de 18,4 kWh e tem uma autonomia elétrica declarada de 60 km – na prática, é possível ir além. Para recarregá-la, o motor a combustão pode fornecer energia funcionando como um gerador, mas isso aumentará o consumo de combustível. O ideal é que as recargas sejam feitas por redes externas. Assim, as recargas lentas (AC) podem ser feitas na potência máxima de 6,6 kW e, as rápidas (DC), a 40 kW.

Nos nossos testes, o modelo registrou as médias de consumo de 14,1 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada, com bateria em carga baixa. Caso seu uso seja majoritariamente urbano e você consiga manter a bateria carregada, os números serão bem melhores – quando houver consumo de combustível.

Por fim, o Omoda 7 assume uma dirigibilidade bem ao gosto do brasileiro. A suspensão tem bom ajuste, com foco no conforto, mas sem tender para o lado macio demais – fica entre a maciez exagerada dos BYD e a firmeza dos GWM.

O Omoda 7 é o rival que mais deve preocupar GWM e BYD até agora. Ele chega com bom acerto mecânico, pacote acertado de equipamentos e um visual que foge do comum – até demais para os mais conservadores. Além disso, Omoda & Jaecoo tem apresentado boas credenciais para firmar-se no Brasil.

Ficha Técnica – Omoda 7 Prestige

Motor: diant., 4 cil., turbo, 1.5, inj. direta, gasolina, 135 cv, 20,4 kgfm; motor elétrico, 204 cv, 31,6 kgfm; combinados, 279 cv, 37,2 kgfm Câmbio: aut., 1 marcha; tração dianteira Bateria: íons de lítio (LFP), 18,4 kWh; recarga máx., 6,6 kW (AC), 40 kW (DC) Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.) Freios: disco vent. (diant.), sólido (tras.) Pneus: 235/45 R20 Dimensões: comprimento, 466 cm; largura, 187,5 cm; altura, 167 cm; entre-eixos, 272 cm; porta-malas, 590 litros; peso, 1.855 kg; tanque, 60 litros

Teste Quatro Rodas – Omoda 7 Prestige

Condições de teste: alt. 660 m; temp., 30,5 °C; umid. relat., 41%; press., 758 mmHg. Realizado no ZF Campo de Provas.

Quatro Rodas no YouTube

← Auto