GWM Haval H6 nacional ficará mais barato que o chinês após alta de imposto

GWM Haval H6 nacional ficará mais barato que o chinês após alta de imposto

Unidades do GWM Haval H6 nacional montadas em São Paulo ficarão mais baratas que as importadas com a volta da alíquota de 35% em julho de 2026

GWM Haval H6 nacionalizado se beneficia da alta do imposto de importação para veículos híbridos. Preço final do Haval H6 no Brasil se mantém estável, sem repasse do aumento ao consumidor. Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) ainda depende de importações complementares para atender a demanda. Concorrência: BYD negocia com o governo a extensão de cotas para kits de montagem (CKD/SKD). Setor automotivo diverge sobre a prorrogação de incentivos fiscais para a montagem local de veículos.

GWM Haval H6 nacionalizado se beneficia da alta do imposto de importação para veículos híbridos.

Preço final do Haval H6 no Brasil se mantém estável, sem repasse do aumento ao consumidor.

Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) ainda depende de importações complementares para atender a demanda.

Concorrência: BYD negocia com o governo a extensão de cotas para kits de montagem (CKD/SKD).

Setor automotivo diverge sobre a prorrogação de incentivos fiscais para a montagem local de veículos.

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Montado em Iracemápolis (SP) desde o final de 2025, o GWM Haval H6 está prestes de confirmar os benefícios da sua nacionalização. Se o Governo Federal não mudar a regra, o imposto de importação para carros híbridos e elétricos está programado para voltar à alíquota cheia de 35% em julho. No caso do SUV hibrido, a majoração de 28 para 35% deixará os carros montados no Brasil mais baratos.

A informação é do diretor de assuntos institucionais da GWM, Ricardo Bastos. De acordo com o executivo, a redução do custo dos Haval H6 nacionais compensará a elevação do preço das unidades trazidas da China para complementar a demanda. Por isso, uma redução de preço para o consumidor final não é esperada.

A matemática da importação

O utilitário feito em Iracemápolis com peças nacionalizadas e componentes importados via regime de ex-tarifário ganha vantagem tributária. No entanto, a fábrica nacional ainda não tem capacidade para atender a toda a demanda do mercado brasileiro pelo Haval H6. A parcela das unidades nacionais nos emplacamentos vem aumentando mês a mês e em abril respondeu por 65% das 2.688 unidades emplacadas.

Além do SUV híbrido, a GWM também monta em Iracemápolis (SP) a picape Poer, sem complemento de importação, e também o SUV Haval H9, que ainda tem algumas importações previstas por conta da elevada demanda nas lojas. De acordo com Bastos, a fábrica da GWM só atenderá a toda a demanda pelo H6 caso receba um investimento para expansão das suas instalações, de forma a ampliar sua capacidade produtiva.

A estratégia de nacionalização permitiu que a fabricante segurasse a tabela de preços da linha 2027 do Haval H6, que ficou R$ 1 mil mais cara apenas em algumas versões. Mesmo a GWM precisará espremer suas margens de lucro ou repassar o custo ao consumidor final para outros modelos importados, mas a empresa diz ter feito todo o seu planejamento considerando o imposto de 35%.

Queda de braço em Brasília

O mercado acompanha a movimentação de marcas concorrentes, como a BYD, que tenta negociar com o governo federal a extensão de cotas de importação para kits desmontados (CKD e SKD) para montagem em Camaçari (BA). Há um ano, o GECEX (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) se reuniu e decidiu estender por seis meses cotas isentas de imposto para os kits.

Agora, a BYD espera uma prorrogação de mais seis meses. “O governo promoveu essa cota por seis meses alegando que era necessário que os investimentos fossem feitos. Que os compromissos das empresas fossem avaliados, auditados e observados os seus cumprimentos para que pudesse desenvolver a segunda etapa”, disse o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, a jornalistas em cerimônia de entrega do seu veículo número 300.000 no Brasil.

Tudo isso acontece às vésperas de uma nova reunião da GECEX, que poderá discutir o tema das cotas de importação para kits SKD e CKD. A Anfavea, associação dos fabricantes de automóveis, e outras entidades ligadas à indústria reforçam o coro do lado contrário à renovação dos incentivos para SKD e CKD com o argumento de falta de previsibilidade por parte das decisões do Governo.

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