BYD Atto 2 é híbrido plug-in flex com quase 200 cv e será nacional; já dirigimos

BYD Atto 2 é híbrido plug-in flex com quase 200 cv e será nacional; já dirigimos — Auto | Versia.media

Testamos o BYD Atto 2 com motorização híbrida plug-in, que será fabricado em Camaçari ainda neste ano utilizando tecnologia híbrida flex

O BYD Atto 2 DM-i inicia sua pré-venda no Brasil com preço a partir de R$ 149.990. Este SUV compacto híbrido plug-in flex oferece autonomia combinada de 1.000 km. O sistema DM-i possibilita a alternância entre os modos elétrico e híbrido. A montagem no regime SKD em Camaçari (BA) está programada para o segundo semestre. O habitáculo conta com multimídia giratória, função V2L e amplo espaço traseiro.

O BYD Atto 2 DM-i chega ao Brasil em pré-venda partindo de R$ 149.990.

SUV compacto híbrido plug-in flex com alcance total de 1.000 km.

A tecnologia DM-i permite a troca entre os modos elétrico e híbrido.

A nacionalização da montagem SKD em Camaçari (BA) está agendada para o segundo semestre.

O interior traz multimídia rotativa, V2L e bom espaço para os passageiros traseiros.

Este resumo foi útil? 👍 👎 Resumo produzido por ferramenta de IA treinada pela equipe da Editora Abril.

Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela equipe da Editora Abril.

É preciso reconhecer um mérito dos fabricantes chineses de automóveis: eles reagem com rapidez a seus equívocos e ajustam estratégias mal-sucedidas, e a BYD é o caso mais claro disso. Após os modelos puramente elétricos não atingirem o desempenho esperado na Europa (em parte devido ao impacto das recentes sobretaxas na União Europeia), a montadora de Shenzhen redirecionou sua rota e agora passa a comercializar seus híbridos plug-in no continente europeu.

Essa estratégia também se aplica ao Brasil. Em sua linha de elétricos, o Atto 2 já está disponível, porém sob o nome Yuan Pro e com vendas aquém do esperado. Agora, o objetivo é expandir a família e nacionalizar ainda neste ano, por intermédio da montagem SKD em Camaçari (BA), o Yuan Pro DM-I, híbrido plug-in flex, a partir do segundo semestre de 2025.

O BYD Atto 2 já se encontra em pré-venda no Brasil por R$ 149.990 na versão GL e R$ 169.990 na versão GS, que inclui teto solar, pacote ADAS completo, central multimídia maior e maior autonomia elétrica. As primeiras entregas estão previstas apenas para setembro.

No SUV compacto Atto 2 híbrido plug-in, um motor a combustão e um motor elétrico operam de forma conjunta. No entanto, a maior fabricante de carros elétricos do mundo enfatiza repetidamente que enxerga os híbridos como uma tecnologia de transição para a futura mobilidade elétrica.

A sigla DM-i já está presente na traseira dos modelos King, Song Pro e Song Plus. Ela significa "Modo Duplo – Inteligente", na sigla em inglês, uma arquitetura híbrida capaz de alternar entre o funcionamento puramente elétrico, em série ou em paralelo, conforme a demanda.

O BYD Atto 2 foi projetado para operar predominantemente em modo totalmente elétrico e, para isso, o motor elétrico é a fonte primária de energia, com seus 197 cv e 30,6 kgfm, potência suficiente para proporcionar uma aceleração bastante rápida na versão GS. Já o motor a combustão de quatro cilindros 1.5 atua como unidade auxiliar. Ele rende 98 cv e opera no ciclo Atkinson (no qual as válvulas de admissão retardam o fechamento para reduzir o consumo). A versão GL oferece 177 cv combinados, limitada pela bateria de menor capacidade.

Cadastro realizado com sucesso!

Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.

A tecnologia DM pode funcionar de duas maneiras: EV (totalmente elétrico) e HEV (híbrido), onde a condução elétrica tem prioridade, mas o motor a gasolina fornece carga à bateria e ao motor elétrico por meio de um inversor. A resposta é semelhante à de um veículo puramente elétrico. Em situações que exigem potência extra, o modo HEV pode mudar de série para paralelo, combinando a força do motor a gasolina e do motor elétrico.

O sistema elétrico do Atto 2 GS é abastecido por uma bateria LFP (fosfato de ferro-lítio) com capacidade utilizável de 18 kWh, e o motor a combustão entra em ação principalmente para recarga ou para auxiliar em acelerações mais intensas. A autonomia elétrica declarada é de 90 km, e a autonomia total chega a 1.000 km no ciclo NEDC.

O Atto 2 permanece no modo elétrico na maior parte do tempo. Apenas quando se demanda o máximo de potência, pressionando o acelerador com firmeza, é que a resposta se torna mais ágil. O motor a gasolina fica persistentemente audível, e a aceleração perde boa parte de seu refinamento, com um atraso perceptível entre o ato de pisar no acelerador e a resposta esperada de um sistema com quase 200 cv.

Isso não chega a ser preocupante, mas é um ponto a ser levado em conta em ultrapassagens ou ao entrar em vias rápidas, quando se requer mais agilidade. A aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos e a velocidade máxima de 180 km/h estão entre seus atributos dinâmicos.

A suspensão é macia e possui calibração voltada ao conforto (apesar das rodas de 17” na versão Boost). No entanto, ela não consegue absorver muito bem os impactos mais fortes dos pneus com o solo, que são transmitidos de forma abrupta para o interior. Oferece estabilidade razoável, embora pudesse ser melhorada, já que em algumas curvas com asfalto irregular a carroceria tende a inclinar um pouco mais do que o normal, o que diminui a confiança do motorista. A sensação da direção também não colabora, devido ao excesso de assistência.

Há também uma versão de entrada com bateria de 7,8 kWh que alimenta um motor de 177 cv. Ela só pode ser carregada em corrente alternada (AC) com potência máxima de 3,3 kW (2,7 horas para uma carga completa), metade da capacidade de recarga da bateria maior, que é de 6,6 kW (3,1 horas necessárias para ir de 0 a 100%).

Carga para lavar roupa

O carregador de bordo mais potente inclui o sistema V2L, o que significa que, além de carregar a bateria, pode fornecer energia a dispositivos elétricos externos (como um notebook, um secador de cabelo ou uma máquina de lavar roupa, por exemplo).

A cabine se destaca pela qualidade percebida, graças à montagem sólida e às superfícies agradáveis ao toque. A tela digital do quadro de instrumentos tem 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia está disponível em 10,1” e 12,8” (versão Boost).

O sistema é compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fios, e a tela pode girar para visualização horizontal ou vertical. É possível iniciar uma "conversa com o Atto 2" utilizando o comando de voz "Olá BYD", desde que o sistema compreenda um dos poucos idiomas disponíveis, até porque a lógica de operação é idêntica à de outros modelos BYD, o que significa que a navegação pelos menus é tudo menos intuitiva. Há muitas funções acionadas pela tela central em vez de botões físicos diretos.

Há ainda carregador sem fio (15 W), uma porta USB-C (60 W) e uma porta USB-A (7,5 W). O seletor do câmbio tem acabamento em plástico transparente que não faz boa figura na tentativa de imitar um diamante lapidado.

O banco oferece conforto mediano e pouco apoio em curvas para a parte superior do tronco. O encosto de cabeça fixo pode ser muito baixo para pessoas com 1,85 m ou mais de altura. A coluna de direção é ajustável em altura e profundidade.

Os bancos traseiros são espaçosos, sobretudo em comprimento. São 75 cm de espaço para as pernas, 8 cm a mais do que no Peugeot e-2008, e 3 cm a mais do que em um Kia EV3. O BYD Atto 2 tem 4,33 metros de comprimento, 1,83 m de largura e 1,68 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,62 metros.

O espaço em altura também é elogiável: 97 cm (com teto solar panorâmico), mais do que suficiente para um passageiro de 1,90 m sentar confortavelmente. Isso foi conseguido também graças a uma posição mais reclinada do banco traseiro, que pode ser ajustada em 5 graus. O porta-malas nas versões PHEV oferece volume de 425 litros, 25 litros a mais do que nas versões elétricas.

Existem dois níveis de frenagem regenerativa: Standard (Padrão) e High (Alto), com pouca diferença entre eles. E quatro modos de condução: Eco, Normal, Sport e Snow.

O Atto 2 híbrido vendido na Europa é produzido na Hungria, utiliza a arquitetura e-Platform 3 e emprega a bateria de células Blade (muito finas, daí o nome) desenvolvidas pela própria BYD. A montagem é o que a montadora chama de Cell-to-Body (o compartimento onde as células são tradicionalmente dispostas é eliminado e elas se tornam parte integrante do chassi, poupando peso e espaço).

Ficha Técnica – BYD Atto 2 DM-i

Motor: motor a combustão, gasolina, dianteiro, 1498 cm³, 98 cv a 6.000 rpm e 12,4 kgfm entre 4.000 e 4.500 rpm; elétrico, dianteiro, 197 cv, 30,6 kgfm Bateria: íons de lítio (LFP), 18,3 kWh, 90 km no ciclo WLTP Recarga: 0 a 100% em 3,1 h, a 6,6 kW, potência de recarga máxima 6,6 kW Câmbio: automático, eCVT, tração dianteira Suspensão: Independente McPherson (dianteiro), eixo de torção (traseiro) Freios: discos ventilados (dianteiro), discos (traseiro) Direção: assistência elétrica, 10,6 m de diâmetro de giro Dimensões: comprimento 4,33 m, largura 1,83 m, 1,68 m, entre-eixos 2,62 m, peso 1.620 kg, vão livre 16 cm porta-malas, 425 litros; tanque 45 litros Preço (Europa): 29.990 euros*

* Versão de entrada a partir de 25.990 euros (com menor autonomia elétrica e menor potência do motor)

Quatro Rodas no YouTube

← Auto